Agora é Hora

Madrugada de quarta, 02h13. São Paulo e suas madrugadas frias.

Ao Acordar: Um mingau com banana.
No Almoço: Arroz, Feijão e Nuggets. Tudo feito por mim.
No Jantar: Cereal com Leite.
Na Virada da Noite:
Um repeteco do almoço.
Um Som do Dia:
Esse que vou falar aí embaixo.

Há tempos que quero prestar essa homenagem. É uma forma de lembrar de um querido amigo. Mas não nego que parte desse poema musicado se encaixa no meu atual momento.
Eis a poesia:

AGORA É HORA (Guilherme Marino)

Tá tudo bem quando alguém
Que te convém vai além
E vive dizendo aquelas coisas
Que a gente quer ouvir
Só pra estar ali

Ser refém de quem a quem
Não vê nada e ninguém
E nem olha ao seu redor

Eu queria te dizer que sim
Mas só pude te dizer que não
Nunca disse que não tava afim
Nem te disse que era o fim então
Esperava ter você só pra mim
Me doía vê-lo em outras mãos

Mesmo que não toque como deve ser
Mesmo que não cuide do que deve ser só seu
Mesmo que eu não seja o que você sonhou
Seu pesadelo eu também não sou

Eu não queria estar contigo agora
Sentir tua falta quando vai embora
Ouvir dizer num dia que me adora
Depois no outro vem e me ignora
Não sei porque eu não dei o fora
Sei que agora é hora de lhe dizer

Eu não queria estar contigo agora
(Me perdi quando te achei)
Sentir tua falta quando vai embora
Ouvir dizer num dia que me adora
(Não me acho ao te perder)
Depois no outro vem e me ignora
Não sei porque eu não dei o fora
(Não me entrego nem nego o que possa ser)
Sei que agora é hora de lhe dizer

Fujo e finjo ser quem sou
Sem você eu nem sei mais quem fui (Sem você nem sei quem fui)
Nos teus braços eu quero ser (Nos teus braços eu acho que quero ser)

Tá tudo bem quando alguém
Que te convém vai além
E vive dizendo aquelas coisas
Que a gente quer ouvir
Só pra estar ali

Ser refém de quem a quem
Não vê nada e ninguém
Só olha pra si

Mesmo que não toque como deve ser
Mesmo que não cuide do que deve ser só seu
Mesmo que eu não seja o que você sonhou
Seu pesadelo eu também não sou

Eu não queria estar contigo agora
Sentir tua falta quando vai embora
Ouvir dizer num dia que me adora
Depois no outro vem e me ignora
Não sei porque eu não dei o fora
Sei que agora é hora de lhe dizer

Eu não queria estar contigo agora
(Me perdi quando te achei)
Sentir tua falta quando vai embora
Ouvir dizer num dia que me adora
(Não me acho ao te perder)
Depois no outro vem e me ignora
Não sei porque eu não dei o fora
(Não me entrego nem nego o que possa ser)
Sei que agora é hora de lhe dizer

Fujo e finjo ser quem sou
Sem você eu nem sei mais quem fui (Sem você nem sei quem fui)
Nos teus braços eu quero ser (Nos teus braços eu acho que quero ser)

Mesmo com tantos caminhos que siga ao meu lado
Que siga meu rumo
Mesmo com tantos carinhos que deite ao meu lado
Só assim eu durmo

O Simetrio é formado pelos músicos Wendy (vocal), Bruno Conde (violão) e Gui Marino (violão, percussão e vocal).
Se você tem orkut e quiser mais informações, entre aqui.

Exclusivo

Essa é rapidinha...

Exlcusivo: está definido o destino de Adriano após a breve passagem pelo São Paulo. Ele não voltará para a Inter de Milão e seguirá no Brasil.
Mas o Tricolor perdeu a parada.
O Imperador será o mais novo reforço do Finasa Osasco.

Com a Macaca

Há sete anos o torcedor da Ponte Preta não sentia esse gosto. O empate por 2x2 com o Santos na Vila Belmiro deu ao time a última vaga nas semifinais do Campeonato Paulista.

Ao longo da competição, o treinador Sérgio Guedes conduziu uma equipe repleta de caras novas. Jogadores que precisavam passar por um trabalho de auto-estima. Essa recuperação também foi feita com a torcida, desacostumada com os bons momentos do clube.

Na última partida, tudo dependia da Ponte. Pela frente vinha um Santos só de reservas, descompromissado. Ou, quase isso. O treinador da Macaca fez uma acusação.



"Ouvi os jogadores do Santos dizendo que tudo aqui valia muito dinheiro. Eu sei que isso é
normal, já vi muito disso no futebol"




Sérgio Guedes iniciou a carreira como treinador há menos de 5 anos. Para ele, começa agora um outro campeonato. O adversário da semifinal será o Guartinguetá, que na primeira fase foi derrotado pela Ponte Preta por 3x0, jogando em casa.


Conrado Giulietti, Santos, Eldorado/ESPN.
* Texto do boletim pós Santos 2x2 Ponte Preta. Matéria veiculada no Jornal Eldorado.

O Cego e o Poeta

Tarde de quarta, 15h11. São Paulo um solzinho e o medo da chuva vir.

Ao Acordar: nada.
No Almoço: Arroz e uma Feijoada do ano passado (descongelada)
No Jantar: (ontem) Pringles de Sal e Vinagre e bolacha wafer.
Na Virada da Noite:
nada.
Um Som do Dia:
..Te amo...

História que comoveu minha vó.
Tanto que ela não parou de repeti-la durante o feriado da Páscoa.

Um cego em uma das lindíssimas praças de Paris andava com uma placa que dizia:

Me ajudem, aceito qualquer colaboração. Sou cego.

Ninguém dava a mínima para o pobre coitado, até um poeta perceber a cena.
Ele se aproximou do cego e pediu a autorização para escrever uma nova plaqueta.

Foi instantâneo. Logo depois, todo mundo jogava suas moedas para o ceguinho.
Os novos dizeres da placa, feitos pelo poeta, eram esses:

É primavera em Paris. Mas não posso ver as flores.


Bla Bla Blá

Madrugada de quinta, 00h27. São Paulo com um tempo gostoso.

Ao Acordar: Leite com Nescau e sanduíche bem tostado da Dani, com Requeijão e Presunto.
No Almoço: Arroz, Feijão, Legumes na Manteiga, Cordon Bleu e Salada de Alface.
No Jantar: Uma Pizza cheio de alho.
Na Virada da Noite: nada.
Um Som do Dia: a transmissão de San José 2 x 1 Santos.


Dúvidas esportivas que me surgiram nesta semana:

- Por que (quase) todo mundo fala Libertadores DE América? Já me peguei com tal vício.

- E por que quando um time não tem jogos no meio de semana, falamos que a equipe tem SEMANA CHEIA? Não seria vazia?!

Enfim, respondam se puder, e acrescente coisas do tipo, se quiser...

Tio

Tarde de terça, 16h22. São Paulo abafada, nublada e preparando a chuva.

Ao Acordar: Leite com Sucrilhos.
No Almoço: Arroz, Feijão, Filé de Frango, Mandioca Frita e Salada de Alface.
No Jantar: (ontem) Churrasco na casa do Fofão.
Na Virada da Noite:
nada.
Um Som do Dia:
Jota Quest.

Tão pequenininha.
Miudinha. Eu a vi abrindo os olhos e descobrindo o mundo que a esperava.
Parecíamos bobos. Éramos todos bobos. E
mbaçávamos o vidro com nossa respiração. Era um entra e sai de ar acelerado, um acúmulo do que vivemos na madrugada anterior. Mas íamos nos acalmando, quase sincronizando-nos com o ritmo daquela coisinha linda ali na nossa frente.

De repente parte da minha vida passou na minha cabeça. Lembrei da minha rua, do futebol dois contra dois em um golzinho improvisado com chinelos ou pedras. Depois veio a lembrança dos primeiros sambas de roda na calçada em frente de casa.
A turma ia crescendo, nós também. Caras novas iam chegando, algumas iam saindo e o tempo passava.
Vem São Paulo e o destino, aliado às necessidades, mantém vivo o amor entre a gente. Todos se ajudam, todos torcem pelo sucesso do companheiro. Todos, unidos, brindam em uma madrugada de segunda o anúncio de que ela viria daqui a nove meses.

E ela chegou. Volto ao berçário do Hospital São Lucas. A mãozinha tão pequena, os pezinhos se movimentando. Ela vai se conhecendo, e nós (ainda bobos) seguimos embaçando o vidro. Quero chorar, mas controlo a força que sobe na minha garganta. Abraço o mais novo pai.

No dia 10 de março de 2008, as 8h15 veio ao mundo em perfeitas condições a Maria Luiza. Filha do casal Patricia e Daniel.
Ganhei uma sobrinha.
Começou nascendo no nosso dia.

Viajando


Manhã de quinta-feira. Campo Grande, 10h45, calor de 30 graus e um lindo céu azul.


Ao Acordar: Café de hotel , com direito a omelete personalizado!
No Almoço: nada.
Jantar: (ontem) Um x-Gugu, lanche homônimo do único lugar aberto de madrugada em Campo Grande.
Na Virada da Noite: foi a hora do jantar.
Um Som do Dia: Sandy e Júnior Acústico MTV. (sim, é um bom CD!)


Estava tentando contabilizar quantos quilômetros rodei no pequeno mês de fevereiro.
Culpa do Palmeiras. Estou seguindo o time, não pelo coração, mas sim pela obrigação.

Calculem: Marília, Bauru, Piracicaba, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto (de novo), Rio Claro e agora Campo Grande (MS). Dramas à parte, apenas dois desses trechos foram feitos de avião. O resto foi na boléia!

Viajar me faz gastar menos, pelo menos. Ou, deveria ser assim.

Toda vez que entro em um novo hotel, me lembro de uma música (que não emplacou) dos Paralamas que dizia algo como "quarto de hotéis são iguais, dias são iguais..."

Acho que era assim.

(não falei nada).